MODO GÊNIO / ANTES DO EMBARQUE / DESPERTAR VIAGEM AO CONTINENTE ADORMECIDO 10 Divergir e convergir O resultado é preocupante, e George Land aponta as instituições de ensino como as maiores responsáveis pela diminuição expressiva da criatividade. “Do mesmo jeito que construímos muitas fábricas, tivemos que construir fábricas chamadas escolas também para seres humanos. Assim, poderíamos fabricar pessoas que poderiam funcionar bem nas fábricas”, explica o cientista. George acrescenta que existem dois tipos de pensamento que ocorrem no nosso cérebro: o divergente, que gera novas possibilidades através da imaginação, e o convergente, que faz julgamento e ajuda você a tomar uma decisão. Opensamento divergente atua como um acelerador e o convergente, como um freio. À medida que somos educados, aprendemos a usar os dois pensamentos ao mesmo tempo, o que acaba fazendo os neurônios lutarem entre si, diminuindo em muito o poder criativo do cérebro. Os números mencionados na pesquisa mostram a dura realidade de nossa criatividade. Quando olhamos os 98% de crianças no nível de gênio criativo aos 5 anos e a queda desse percentual para 2% na fase adulta, o desperdício fica, no entender de George Land, por conta das intervenções dos nossos educadores, que começam a nos ensinar o uso simultâneo do pensamento convergente e divergente. Não considero isso uma falha específica dos educadores ou do sistema educacional. Prefiro apontar para o desconhecimento de todos nós, não apenas dos educadores, sobre o fluxo do pensamento criativo, em que cada uma das fases tem sua divergência e sua convergência. A divergência quantifica e a convergência qualifica, mas nunca ao mesmo tempo! Cada fase tem seu momento de convergência; do contrário, ficaríamos num eterno e improdutivo brainstorming. Saber exatamente quando fazer a mudança da divergência para a convergência faz enorme diferença.
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